A vida seria um erro, se não existisse a música(Nietzsche). A vida é um erro, mas a música atenua este erro(O Caveira)

Isso, abaixo, seria a vida após a morte?

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Perdidos no Espaço


















"Perdidos no Espaço" foi uma série norte-americana, exibida entre os anos 1965 e 1968.
Produzida e criada por Irwin Allen, o mesmo criador de "Terra de Gigantes", "Túnel do Tempo" e "Viagem ao Fundo Mar". Assisti, algumas vezes, essa última, mas não gostava muito. Aliás, eu nem prestava atenção direito... Quanto ás outras três, Allen demonstra ser chegado numa tragédia, desgraça insolúvel, apesar de serem séries mais vistas pelas crianças e adolescentes: em o "Túnel do tempo", os dois protagonistas ficam perdidos, no tal túnel, não conseguindo mais voltar para o seu próprio tempo; em "Terra de Gigantes", os 'pequeninos' também sempre permanecem no planeta dos Gigantes e em "Perdidos no Espaço", a família Robinson nunca retorna à Terra ou consegue chegar até Alpha Centuri, que era o destino da espaçonave, Júpiter 2.

Quando eu era bem jovem, gostava muito de "O Túnel do Tempo". No entanto, já adulto, percebi que a série era americanizada demais... aquele lance de mostrar os ianques sempre como heróis. Os dois protagonistas eram homens comuns, não eram tipo um Superman ou o bizarro Batman, porém, lutavam como ninguém, era ótimos espadachins, e tanta coisa mais.  Ainda na juventude, eu não gostava muito de "Terra de Gigantes". Os atores da série , não eram carismáticos como os das outras três séries de Irwin Allen. Com o tempo, percebi que a série é mais convincente que "O Túnel do Tempo", pois os 'pequeninos' não dependem da força para lutar e sim da inteligência.

A minha preferida é "Perdidos no Espaço". Não sei precisar ao certo a primeira vez que assisti à série; creio ter sido no começo da adolescência.
A série foi dividida em três temporadas. Na primeira, em preto e branco, é uma aventura de ficção científica, séria, com dramas e mistério. O próprio Dr. Smith era sério, com um semblante mais malígno. No primeiro episódio, ele mata um guarda, que vigiava o Júpiter 2.
Na segunda, a cores, o grotesco toma conta. Os enredos são idiotas, os seres de outro planeta, idem; encontramos no espaço, sultões, cowboys, feministas, homens cenouras. O universo não passa de um circo. O canalha dos canalhas, Dr. Smith, está cada vez mais medroso, preguiçoso, com um jeito efeminado, mas muito engraçado. A bizarrice era tanta, que eu tinha vergonha quando alguma visita chegava em casa e me pegava vendo a série(rs).  Na terceira temperada, as histórias deixam de ser menos idiotas, embora ainda haja bobagens e humor. A música de abertura é outra, bem melhor, eu acho, que a das primeira e segunda temporada(ambas compostas por John Williams). E a abertura é empolgante,com um narrador, de bonita voz, dizendo: 7,6,5,4,3,2, 1, mais uma vibrante aventura por galáxias desconhecidas. E as galáxias ainda continuam repletas de seres idiotas. rs

Interessante é que , apesar da bizarrice, sempre achei o clima de "Perdidos no Espaço" mais espacial que em "Jornada nas Estrelas". Quero dizer com isso que na primeira, parecia , o cenário, ser de outras galáxias, n segunda, eu não sentia o  mesmo.

Minha saudosa mãe, radical, dizia que quando não aparecia o Robô, não tinha graça alguma.
Bem, eu adorava o robô, muito engraçado, quase humano(rs). Mas, todos os tripulantes do Júpiter 2 eram interessantes. A família Robinson era uma família bem simpática. Talvez quem destoasse  um pouco, seria a Judy, que tinha aquele tipo de mulher geniosa, caprichosa... Falando em gênio difícil, o Major West, não tolerava nem um pouco o calhorda do Dr. Smith, mas ele era um bom sujeito, apaixonado pela Judy. Vale lembrar que a Judy era a que menos aparecia em cena,  a mais apagada. A Penny era muito bonita, mais ainda ao entrar na adolescência, na terceira temporada da série. Era uma garota meiga. Will era um menino esperto, cheio de vida, mas ainda assim, é a inocência da juventude, admirava o Dr. Smith. E eram os dois que mais apareciam na tela. Maureen era uma típica boa mãe, doce , dedicada esposa.
John Robinson, apesar do carisma de Guy Williams, foi um protagonista apagado, Dr. Smith roubou a cena.
E, como quase todo mundo, penso que a maior atração da série foi o Dr. Smith, um homem totalmente desprovido de caráter. Era graças a ele, que os tripulantes do Júpiter 2 estavam constantemente em apuros.
Minha avó materna, que eu considerava uma versão feminina do Dr. Smith, gostava muito dele. rs
Dr. Smith foi um dos vilões mais simpáticos e amados que já existiu.

E como dizia Jonathan Harris, anos atrás, "Perdidos no Espaço" é uma verdadeira obra de Sheakspeare, se formos comparar com o que nossa televisão tem produzida nestes tempos atuais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lost_in_Space