A vida seria um erro, se não existisse a música(Nietzsche). A vida é um erro, mas a música atenua este erro(O Caveira)

Isso, abaixo, seria a vida após a morte?

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domingo, 12 de agosto de 2012

A Morte e Eu(2)


Pra quem não leu ou se esqueceu, volto a falar que vivo com uma renda que tenho no banco, que se extinguirá daqui há uns 15 meses, aproximadamente. Não vejo possibilidade nenhuma de arrumar um emprego; não tenho nem condições psicológicas para isso. Estou cada vez mais apático.
No entanto, hoje, eu não quero morrer. Mas por que eu queria morrer em 1996, 1999, 2008 e 2009, e , hoje , isso não me atrai? Ainda tenho instinto de sobrevivência, no entanto, nestes anos citados, eu não via saída para a minha vida; meu dinheiro, ainda de uma caderneta de poupança, estava para se acabar, o ambiente no apartamento da minha avó, em companhia de meu pai, estava péssimo.
Depois da morte da minha mãe, seu companheiro disse que moraríamos juntos, e eu não queria isso, de forma alguma,não vislumbrava um futuro legal. Se eu e ele já não nos entendíamos com a presença da minha mãe, imaginem com a ausência dela... E a família dele, gente muito complicada, briguenta, egoísta, certamente que não me trataria como me tratava quando minha mãe estava viva. Mas, dizem que há males que vem para bem: ao fazermos o acerto da parte que me cabia da casa deles(da minha mãe e dele), ele quis me passar para trás, não aceitei, e falei que não queria morar com ele, que acabou me dando rapidamente a parte que me cabia. Em 2009, ao me mudar, morando só, num barracão bem precário,pouquíssimo seguro, achando que meu dinheiro duraria pouco, pensei que a solução mais viável seria o suicídio.

Ainda em 2009, fui importunado durante meses com vizinhos, que moravam parede e meia comigo, com som alto(relato isso no post "Balanço do Ano..."), pensei em tirar a vida deles e logo depois a minha... Acabei me mudando de residência.

Hoje, eu não quero morrer, eu não amo a morte. Estou satisfeito onde moro. E, por incrível que pareça, curto essa vida que levo, vida que para a maioria dos mortais, é pura monotonia, uma vida vegetativa. Evidentemente, que se eu tivesse mais dinheiro, seria bem melhor. Mas, eu gostaria, se fosse possível, de viver assim para sempre: ficando umas 6 horas diárias diante do computador; ouvindo de 4 a 08 discos diários; bebendo todo final de tarde; saindo três vezes semanalmente, indo no mesmo bar(rs); fazendo minhas compras em supermercados e pagando meus boletos no banco. Porém, ninguém vive sem dinheiro...

Curto muito autonomia, fazer as coisas do meu jeito, tanto que das 21 firmas , em que  trabalhei, a única que  gostei foi porque eu tinha uma certa autonomia, que não tive em nenhuma outra empresa.
Hoje, não tenho mais condições psicológicas de lidar com o público.

A minha apatia é enorme, a sensação de "já vi esse filme antes" é cada vez maior em mim. A paixão avassaladora pela LL, que chegou até a me dar mais ânimo de viver, se foi, embora eu ainda goste dela, não tanto, claro, mas gosto ainda um pouco, sem ilusão alguma, sem esperança...

Não amo a morte, não amo a vida, mas amo a solidão, a autonomia, o sossego, a paz, a saúde, mas falta dinheiro... Pra quem ainda não sabe, minha família, pelo lado paterno, tem uma tendência suicida.
E acredito ser bem provável que eu cometa tal ato, quando meu dinheiro acabar, a não ser que fatos inusitados aconteçam, neste ínterim dos 15 meses que virão. Espero que eu não sofra nenhum acidente, não seja vítima de violência, nem sofra alguma doença, que possa me condenar a viver meus últimos dias de uma forma vegetativa.  Se a vida está muito ruim, insuportável, se não temos mais prazer, não vislumbramos uma luz  no fim do túnel, melhor mesmo é a morte, aí , ela é bem-vinda!

OBS: Achei a foto do orkut, por acaso. Hoje, o Orkut é um moribundo, o negócio, para a maioria, é o Facebook, mas mesmo se ele não estivesse semi-morto, para mim, tal rede social morreu há muito tempo. E eu cheguei a levar a sério o Orkut...

A Morte e Eu




A morte é um assunto evitado por muitos. Ela sempre me intrigou; sempre pensei e falei sobre.

Não esqueço de uma conversa que tive , com um colega, na adolescência. Três anos mais velho do que eu,mais experiente, ele disse que mesmo que se houvesse uma vida além-túmulo, seria melhor que um dia deixássemos de existir, que não deve ser agradável viver para sempre. E olha que ele era um cara alegre, otimista, cheio de vida. Não concordei com ele.

Schopenhauer condenava o suicídio, afirmando que o suicida não quer mesmo morrer, está é descontente com o rumo que sua vida tomou.

Vou revelar algo , que só contei para uma pessoa, no mundo virtual, uma ex-"amiga" orkutiana, que foi a pessoa mais pessimista e negativista que conheci em toda minha vida:  já tentei o suicídio(ela também disse que tentou). A primeira vez, creio que foi em 1996, quando eu morava com a minha avó materna e meu pai. Tomei uns comprimidos, calmantes, da minha avó, que não fizeram o efeito esperado, aí, no mesmo dia, pensei em cortar os pulsos, mas não tive coragem. Então, resolvi me enforcar. O problema é que só havia um lugar , onde eu poderia fazer isso: no tanque, sem a possibilidade de uma morte rápida. Fiquei gemendo... Minha avó e meu pai estavam dormindo; ela ouviu meus gemidos e chamou meu pai, que me socorreu.
Isso foi numa quarta-feira. Devido aos efeitos dos calmantes, só acordei na sexta-feira,e ainda muito sonolento. Temei com a minha avó que estávamos na quinta-feira, e ela ligou para a minha mãe, confirmando, que, de fato, era sexta.rs

Em 1998 ou 1999, morando sozinho(minha avó morreu em 1998 ; 23 dias depois , meu pai foi internado, sofrendo de Mal de Alzheimer), tentei novamente, misturando comprimidos com pinga, e ouvindo, como "despedida", minha música predileta: "See Saw", do Pink Floyd. Acordei no dia seguinte. Tudo normal, tirante uma fraqueza.

Em 2008, poucos meses depois da morte da minha mãe, pensei novamente em me matar. Eu ainda morava na casa dela e de seu companheiro. Praticamente, morava sozinho. Comprei uma corda bem forte, ideal para esses casos. O local que eu escolhi era alto, ideal para uma morte rápida. Subi na escada, pus a corda no pescoço, mas não tive coragem de consumar o ato. No ano seguinte, quando tinha poucos dias que eu morava sozinho, outra vez tentei dar cabo da minha vida, também me enforcando; novamente, me faltou coragem.

continua...