Abaixo segue um bonito poema escrito pelo Fernandez, do blog Terza & Rima, um blog repleto de belas poesias e contos, que também são escritos pela Amber. Este poema me deixou pensativo. Leiam. Logo em seguida, escreverei alguma coisa sobre.
DIÁLOGO
O Moço
O que falta em mim?
Diz-me tu solidão:
São asas de querubim
Ou um humano coração?
Sou um vão, sou um nada,
Um corpo vazio.
Não tenho princípios e nem compaixão;
Por que dos homens sou o mais frio?
Diz-me tu, oh solidão!
Será que o ódio que guardo no peito
É que sufoca meu coração
Ou este é mesmo meu íntimo jeito?
Oh, diz-me !diz-me tu solidão!
A Solidão
O que faz de ti incompleto
Tu não me podes negar:
Não é ser de ódio repleto
E sim o teu medo de amar.(Fernandez)
Um vez li, numa página de recados orkutiana, uma mulher dizer a um amigo que o que estava faltando para ela se sentir completa ,seria uma paixão. Recentemente, uma blogueira revelou que adora suas ex-paixões, ama-os, guarda ótimas lembranças de tudo. Sempre achei uma tolice ir em programas de TV , chats, sites de relacionamento, etc... para procurar sua 'cara metade'. Tenho ciência que às vezes costuma dar certo, e a pessoa encontra a sua amada, mas creio ser raro tal fato. Prefiro deixar acontecer, sem procurar. Talvez eu seja assim, por não ter uma imagem positiva do amor. Sei, sei, há uma distinção entre amor e paixão, mas creio apenas no amor fraternal. Com as raríssimas exceções de praxe, não creio no amor entre dois conjuges. Apesar de eu ter passado bons momentos com algumas de minhas ex-paixões, no geral acho que o saldo foi mais negativo do que positivo. Não as odeio, tirante uma(essa merece tal sentimento), outra que tomei antipatia e a minha ex-esposa, que , pra mim, foi como se fosse uma estranha que passou em minha vida, no entanto, não guardo boas lembranças como é o caso da blogueira, que citei acima. E não curto essa de continuar amigo de minhas ex(que cara chato, hein?rs)
Já disse, aqui no blog, que a paixão, a meu ver, é como se um outro eu saisse do meu corpo, e eu o procuraria ansiosamente, porém, esse outro eu tem personalidade própria. Seria um(a) bom(a) caráter? Seria fiel? Gosta de mim como gosto dele(a)? Já fui acusado de ser inseguro, de não ter amor próprio e de um tanto de coisas, mas acusações á parte, continuo achando muito incômodo se apaixonar. Quando eu estava com 31 anos, alguns meses antes de conhecer minha futura esposa, fiquei com uma moça, que tinha uns 22 anos. Ela era mãe solteira; dizia que nunca se apaixonou, que só vivia os momentos. As aparências enganam, muitos costumam mentir, mas ela parecia ser sincera... e feliz, tranquila! Portanto, não penso que é melhor ter se apaixonado e malogrado, do que nunca ter se apaixonado, como muitos pensam. E o amor me mete medo sim! Pode até ser que eu não saiba amar, mas temo-o sim!
E, novamente, volta a bater na mesma tecla: a paixão virtual é pior ainda. Ora, a pessoa amada pode se comportar de uma forma no mundo virtual e de outra na vida pessoal. É uma loucura realmente! Temos que olhar nos olhos da pessoa, observar , de fato, suas atitudes, até mesmo como se comporta com outrem, como é seu dia a dia. Mal entendidos, intolerâncias, pipocam num affair virtual. E falando de relacionamentos amorosos, no geral, o mundo virtual certamente colabora e muito para a desgraça dos enamorados, dos conjuges. Amantes virtuais, amigos(a) bem , mas bem mais que amigos cibernéticos... Virou bagunça! Em quem confiar?
Outro fato: as mulheres sentem mais necessidade de encontrar uma paixão que os homens, embora existam homens também com a mesma postura. Algumas reclamam da falta de cavalheirismo dos homens atuais, e quando o gentleman aparece, tende a ser descartado...
A rotina igualmente desgasta com os casamentos e namoros. E me lembrei da vontade, da insaciável vontade de Schopenhauer...
Vale a pena se apaixonar?



