A vida seria um erro, se não existisse a música(Nietzsche). A vida é um erro, mas a música atenua este erro(O Caveira)

Isso, abaixo, seria a vida após a morte?

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sábado, 1 de outubro de 2011

Buá Buá Buá


Nesta semana, uma pessoa, do sexo feminino, disse: "Quanto a postagem sobre mentiras, o que me surpreende é a forma que vc coloca como um absurdo as pessoas mentirem e todo aquele blá blá blá. Gente, o mundo é assim! A vida inteira iremos esbarrar em pessoas bacanas e outras nem tanto. Cabe a cada um ter o discernimento de separar isso.  Eu achei engraçado a forma que vc colocou, parecia um menino de 10 anos descobrindo que o mundo não é tão legal assim. De uma inocência ímpar!".

Não me senti ofendido, mas fiquei surpreso com o que ela disse. É a primeira vez que alguém diz isso a meu respeito.

Bem, como muitos na blogosfera, uso o blog pra desabafar, pra dizer sobre o que gosto e o que não gosto.
Foi em 1982, depois de ter sofrido minha maior decepção amorosa, com a maior mentirosa que conheci, que comecei a escrever sobre os meus sentimentos. E escrevia mais em forma de rimas.
Em 1985, bem desiludido, sem rumo e me sentindo no fim, comecei a escrever minhas memórias(rs, sério mesmo!). Me sentia bem em fazer isso, era uma espécie de catarse.
No segundo semestre de 1987, ao me casar, parei com os escritos.
Voltando a escrever, já separado da minha esposa, por volta de 1996. Mais hiatos... escrevi umas poucas coisas , neste século.  Ah, minhas cartas, publicadas entre 2001 e 2007(umas 200 foram publicadas) num jornal, também serviam pros meus desabafos.

Já usei o orkut, hoje, uso o blog, escrevendo o que sinto.

Ora, obviamente, gostamos de certas coisas, e de outras não. O que pode me irritar, talvez não irrite a outra pessoa, e vice-versa.   Detesto gente sem educação, odeio gente do tipo do Excremento, que ofende-nos ao máximo , apenas por discordarmos de sua opinião.  Igualmente detesto mentirosos.  Comportamentos assim , me irritam profundamente, não me conformo e nem consigo entender pessoas deste naipe.

Suspeito que o que essa colega me disse, pode ser o mesmo pensamento de alguns outros navegantes, em especial os homens, que , raramente, comentam por aqui. Sou um inconformado mesmo, mas "de uma inocência impar"...

Mãe, pai, por que vocês não me avisaram que o mundo não é tão legal assim, que as pessoas mentem, agridem sem motivos... e ainda nos julgam mal? Buá, buá, buá...


Meu pai um dia me falou
Pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu
De me dizer a verdade
Da realidade do mundo
Que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente
Depois de crescer
Falou dos anjos que eu conheci
No delírio da febre que ardia
Do meu pequeno corpo que sofria
Sem nada entender
Minha mulher em certa noite
Ao ver meu sono estremecido
Falou que os pesadelos são
Algum problema adormecido
Durante o dia a gente tenta
Com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma
Conseguimos sufocar
Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci
Agora eu sei o que meu pai
Queria me esconder
Às vezes as mentiras
Também ajudam a viver
Talvez um dia pro meu filho
Eu também tenha que mentir
Pra enfeitar os caminhos
Que ele um dia vai seguir
Meu pai tentou encher de fantasia
E enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram
Depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante
Aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia,
Sentia o que eu sinto agora
Depois que cresci
Meu pai tentou
Tentou encher de fantasia...
Composição: Roberto e Erasmo Carlos