A vida seria um erro, se não existisse a música(Nietzsche). A vida é um erro, mas a música atenua este erro(O Caveira)

Isso, abaixo, seria a vida após a morte?

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domingo, 10 de outubro de 2010

Sonja Linwood(e seu Curved Air)






































Alguns marmanjos não gostam de vocal feminino, não apreciam a participação da mulher no rock. Seria machismo?  Não sei, o que sei é que sempre adorei escutar e ver as mulheres no rock. Uma fusão perfeita: música e mulher, dois bálsamos a darem alegria, relaxamento, prazer para a nossa conturbada existência.
A inglesa Sonja Kristina Linwood, nascida em 1949, é uma das minhas três cantoras preferidas. E, na minha modesta opinião, é a mulher mais sensual do rock. Ela não é a mais bonita, mas nem sei bem explicar, parece que ela tem o tal do 'q', seu tipo feminino e até mesmo selvagem, seu charme... e... sua belíssima voz. Há erotismo na voz de Sonja, assim como no som do conjunto o qual ela foi vocalista, Curved Air.

O primeiro disco do Curved Air foi o "Airconditioning", gravado em 1970. É o álbum que mais gosto do grupo. Nele , Francis Monkman faz um trabalho bem equilibrado de guitarra e teclados(apesar dele ser ótimo nos dois instrumentos, dava mais ênfase aos teclados).
A formação da banda era:
Sonja Linwood: vocal
Francis Monkman: teclados e guitarra
Darryl Way: violino, teclados ocasional e vocal de apoio
Rob Martin: baixo
Florian Pilkington-Miksa: Bateria

Os compositores principais eram: Francis Monkman e Darryl Way. Sonja ficava mais por conta das letras. O baixista Rob Martin teve uma boa participação como compositor no "Airconditioning", mas não faz parte mais da banda à partir do álbum seguinte, "Second Album", considerado por muitos o melhor disco do Curved Air. Ele foi substituido por Ian Eyre. Eyre também sai ... No seu lugar entre o talentoso baixista/compositor Mike Weedgood, e gravam "Phantasmagoria", no qual foi acrescentado um naipe de metais em algumas faixas. E a faixa "Once a ghost, always a ghost' é a  pior música do Curved Air, a meu ver, graças a zoeira que os metais fazem. E, pela primeira vez, no Curved Air, a adorável Sonja compõe uma música sozinha, a belíssima, "Melinda(more or less)", uma canção de ninar, cantada maravilhosamente por Sonja, que também toca violão, com destaque para a flauta, tocada pela Annie Stewart.

Mais mudanças na formação da banda: saem Darryl Way e Francis Monkman. O Curved Air conseguiria sobreviver sem a presença dos dois gênios?  Bom, por incrível que pareça, eles foram bem substituídos por Eddie Jobson: violino e teclados e Kirby: guitarras. Ah, mudaram também de baterista, desta vez  as baquetas ficaram por conta de Jim Russell.
Com a presença de Kirby , a guitarra se destacou mais do que nos discos anteriores. E o guitarrista deu um toque bem hard rock no grupo. No entanto, a banda se desfez pouco depois do lançamento do "Air Cut"(1973). Neste mesmo ano, eles gravaram "Love Chid", um bonito disco quase todo composto pela linda Sonja, mas que só foi lançado nos anos 90.

Supreendentemente, no final de 1974, Francis Monkman, Darryl Way e Florian Pilkington-Miksa se juntam à Sonja Kristina e ao novo baixista Philipp Kohn e gravam seu primeiro disco ao vivo.  Segundo as más línguas, o motivo da reunião do grupo, foi devido a Sonja estar com problemas sérios com o leão inglês, isso mesmo: o imposto de renda. E talvez tenha sido por isso, que a bela vocalista, berra o álbum quase todo, parecendo até uma vocalista de heavy metal, aparentando estar com muita raiva, raiva do leão!

Em 1975 gravam "Midnight Wire".  Da formação original, só restaram Sonja Kristina e Darryl Way. No disco em questão, se tornaram um quarteto, os outros integrantes eram: Stewart Copeland: bateria(ele se casou com Sonja. E mais tarde entrou para o famoso The Police)  e Mick Jaques: guitarra(ele adorava tocar slide-guitar). Músicos convidados: John G. Perry: baixo, Peter Wood: teclados e Derek Damian: vocal de apoio.  Esse é o disco que menos gosto do Curved Air. Ainda assim, é um disco muito bom, embora parece ter sido feito muito às pressas. Na realidade, é um disco solo de Sonja. E, paradoxalmente, ela não estava inspirada, pois assina só uma música, de parceria com a sua amiga, a letrista Tager.  Darry Way não toca teclados, somente violino e não participa de todas as faixas, apesar de sua presença como compositor ter sido marcante.

E no "Airborne" pode-se afirmar que o Curved Air voltou, novamente, a ser um conjunto.
Na época, a formação era a seguinte: Sonja Krisina: vocal, Darryl Way: violino, teclados, Mick Jaques: guitarras, Tony Reeves: baixo e teclados, Stewart Copeland: bateria. Todos os integrantes contribuiram com composições.
E depois , o grupo se separa. Só voltam a se reunir nos anos 90, gravando alguma coisa ao vivo, e, se não estou enganado, lançaram uns poucos singles.

Sonja Kristina Linwood, para nossa alegria, seguiu carreira solo.
Eis sua discografia:
  • Sonja Kristina (1980)
  • Songs From The Acid Folk (1991) (with TY-LOR and friends)
  • Harmonics Of Love (1995)
  • Cri De Coeur (2003)
  • Heavy Petal CD + DVD by MASK ft Sonja Kristina (2005)
http://www.youtube.com/watch?v=eFGPYbXKipchttp://www.youtube.com/watch?v=V-o_jWQiXi0