A vida seria um erro, se não existisse a música(Nietzsche). A vida é um erro, mas a música atenua este erro(O Caveira)

Isso, abaixo, seria a vida após a morte?

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domingo, 6 de janeiro de 2013

A Dignidade do Jo(4)

Se eu fosse um malucão, desses que resolve as coisas na base da porrada ou matando, eu mataria o Jo e me suicidaria(rs). Mataria-o, por ele ter me passado para trás, e isso em quase um ano, e me suicidaria, por eu ter sido tão idiota. Quem não foi, pelo menos uma vez, bobo de alguém? Mas, fui, repito, por quase um ano. Deixei esse indivíduo frequentar minha casa, trazendo até três colegas... Bebi cerveja com ele. Fui até a casa dele, uma vez. Bati um papo com seu jovem filho, o qual elogiei com o próprio Jo: ele parece ser gente muito boa, foi o que eu disse.

Hoje, baseado na sua velhacaria, nas suas mentiras, no seu olho grande, tenho fortes suspeitas que ele foi cúmplice, na verdade, teve a ideia, ao trazer o Ju aqui em casa, de levar alguns discos, os 4 que me foi roubado. Depois que me dei conta do roubo, é que pensei que foi bem estranho, parecia que o Jo queria que eu ficasse afastado do quarto, onde fica minha estante de discos. Pediu água... Depois aceitou café, e na cozinha começou a falar, "poxa, que tanto de sacolas de plástico você tem!" E ele , que já tinha vindo aqui outras vezes, já tinha percebido isso, mas nunca havia falado nada. Ficou comigo um pouco , no quarto onde fica meu som, pedindo para que eu tocasse alguns discos; enquanto isso, o Ju olhava meus discos, na estante. O Jo falou que não o conhecia direito. Se isso fosse verdade, aí que ele não poderia mesmo trazer uma pessoa ,que mal conhece , na casa de outra. Outro detalhe, o larápio Ju falou com Jo: "Vamos embora, que nós temos que passar na casa de fulano de tal". Os dois pareciam bem entrosados, não?
No segundo dia deste ano, um funcionário de uma loja de discos, criticou bastante o Jo e concordou comigo, e falou que no primeiro semestre do ano passado, o Jo, num determinado lugar, conversando com o citado cara, afirmou, ao ver o Ju: "esse cara é perigoso!". E ele trouxe o Ju aqui, em agosto, ano passado... Suspeito muito que o Jo me repôs os 4 discos, temendo que eu fosse à polícia. Quando fiz a ameaça, ele falou, "por favor, eu e o W(suspeitei dele também) temos família".Também suspeito que ele , como estava levando muita vantagem nas nossas transações, achou mais viável repor os LPs e continuar a negociar comigo.

Ainda tínhamos mais uns dez discos para negociar. Agora, acabou a boquinha... Eu havia falado que se um dia eu vendesse meus discos, venderia para ele, e que quando eu morresse, deixaria antes escrito que meu irmão vendesse o disco para ele(falei isso com meu irmão). Claro, que cancelei tudo...

Aparentando ser um bom marido e um pai melhor ainda, o Jo me pareceu uma pessoa bem superficial. Além do olho grande, da falsidade, da velhacaria, ele é chato e inconveniente. Sua calma o ajuda muito. E ele consegue enganar nos primeiros contatos, devido a sua educação e a sua comunicabilidade. Mas, com contatos mais frequentes, percebe-se que seu papo é muito ruim, que é uma pessoa vulgar. Cheguei a pensar que ele fosse fanático por rock, mas nem isso, ele é, seu amigo W mesmo me falou: "O Jo é negociante, não é amante de rock". Desdenha de discos que mal ele conhece: "Esse disco é ruim demais!".
Falou  que todos os discos que ele pegou nas nossas transações, era para ficar com ele, para a sua coleção. Mentira, foram para revender... Muitas vezes, ele insistia comigo para adquirir alguns discos da minha coleção, eu negava, ele dizia: "você pode tê-los em mp3". Sua insistência me irritava. Certos discos, eu não faço troca ou venda, de forma alguma. Outro inconveniente, Jo é especialista em interromper-nos quando estamos conversando, não dá mesmo para manter diálogo com ele. Até seu gosto por mulher, é estranho: só gosta de mulheres gordas. Nada contra, temos de respeitar gostos diferentes, mas será que ele não consegue ver beleza em outros tipos de mulheres? Será que ele só sente atração por banha, por celulite?
O homem é complicado!

Numa das vezes, em que ele veio aqui em casa, acompanhado pelo W, esse comprou dois discos meus, um deles, do conjunto alemão, Harmonia, vendi-o por 30 reais. O Jo demonstrou ter ficado p. da vida comigo: "você não deveria ter vendido o disco para o W, eu estava de olho nele, a prioridade é minha!" E, volta e meia , ele me falava isso. Tempos depois, descobri que o valor do disco é de 150 reais. Falei com o W, que alegou que quando comprou o álbum, não sabia do preço. E o W, depois que lhe revelei da velhacaria do Jo, disse ter ficado decepcionado com ele, porque o mesmo ficou contrariado de eu ter vendido o Harmonia para o W: "ô W, esse disco era para ser meu, estava separado para mim".

O W mesmo reconhecendo o olho grande do Jo, diz gostar dele, que ambos têm gostos a fim... Mas, sei que o Jo, isso segundo o próprio W, vende discos para ele, e tem financiado, durante tempos, as contas nos botecos(rs). O Jo me revelou isso, dos bares, disse que não está nada contente de ter de pagar as despesas nos botecos(rs).

Enfim, até o momento, o Jo foi a pessoa que mais me lesou na vida. Vamos ver agora, se eu fico mais esperto, ou menos bobo.rs

A Dignidade do Jo(3)

Antes de eu saber que o digníssimo Jo estava me passando para trás, ele me pediu que eu fizesse uma lista dos LPs que eu trocaria por cds similares. Fiz uma lista de 15,16 discos. Avisei a ele que não encomendasse  discos das bandas alemãs, da lista, pois alguns deles vem com a capa mutilada(incompleta), faltando fotos, desenhos e informações , que há nos vinis. Pois ele encomendou assim mesmo. Ao eu achar ruim, ele falou que tiraria xerox da capa dos vinis e me daria, caso as capas dos cds viessem mutiladas. E um dos cds, da banda Jane, veio assim. Aí o Jo, me enrolando um pouco, falou que eu fosse junto dele para tirar a cópia, porque eu que saberia o tamanho que queria. Lhe respondi que eu não precisaria ir, ele mesmo tem cds, era só levar um deles, que o rapaz do xérox tiraria a cópia do tamanho da capa do vinil.

Ainda numa das nossas últimas transações, ele me mandou um e-mail, dizendo: "Chegou um cd..." Ele não me falou de quem; supus que fosse do Jane, pois ele havia me dito que havia encomendado dois cds da banda.  Depois, ele me telefona, para marcarmos um encontro para trocar os discos, e disse: "Chegou o Black Sabbath, "Tecnichal Ecstasy"... ah, chegou também outro do Black Sabbath, "Never Say Die"".
Lhe falei que eu não tinha intenção de trocar meu "Never Say Die", que ele não constava na lista de trocas que eu lhe passei. Ele deu uma de bobo... Como eu tinha intenção de pegar o LP  da banda Druid, Towards the Sun, que eu havia passado pra ele, fiz uma espécie de chantagem(rs), falei que só trocaria o meu Never Say Die pelo cd similar, se ele trocasse o Druid com um outro  vinil meu. Acabou entrando outros discos nossos, na transação , e tudo poderia terminar bem, mas houve problemas com os dois cds do Black Sabbath, o Never Say Die estava com defeito, pulando e o Tecnichal Ecstasy estava com o nome do antigo dono escrito, em três partes da capa, sendo que numa delas, tentaram apagar seu nome e borrou um pouco a contra-capa.

E, vejam só a velhacaria do Sr. Jo: ele havia falado que os discos chegaram, como se ele os tivesse encomendado, no entanto, percebi, antes de perceber os problemas de ambos, que os discos vieram com capas de plásticos, e discos de encomenda , não vem assim. Daí, matei logo que ele comprou os discos aqui, em BH, e que os discos eram usados, de saldo, que certamente, ele os comprou a um preço bem barato. E mais velhaco e falso, ele, que acabou assumindo ter comprado um disco de um lojista da nossa cidade, jogou a culpa nele: "Não sabia que o Mi vendia discos usados, não vou comprar mais cds dele". Mentira, safadeza! Todo comerciante quando compra discos usados, olha o estado deles, o Never Say Die estava com marcas e o outro com rasuras, e quando é assim, o comerciante compra bem barato os discos, ganha bem na venda, mas vende bem mais barato, nas bancas, tipo sebo, e, claro que o Jo sabia disso.

Por final, acabei o xingando muito, sem falar palavrões, falando que ele me passou para trás, que ele é um velhaco, que aproveitou da minha bobice e ignorância, que ele desconhece a palavra "amizade", mas que conhece bem as palavras, "lucro" e "dinheiro". Voltando a suspeitar que ele poderia ter sido comparsa do Ju, o do roubo dos meus 4 vinis, falei isso com ele. Por e-mail, pedi a ele que não mais me telefonasse, que eu não queria mais contato , que ele entregasse o Never Say Die(outro cd , sem defeito) e a cópia da capa do cd do Jane ou para o seu parceiro W, ou que deixasse-os em algum estabelecimento comercial, para que eu pudesse pegá-los. E foi o W que me entregou o que o nefando Jo me devia.

continua...

A Dignidade do Jo(2)

A primeira pisada na bola do Jo foi no tocante ao meu vinil , importado, da banda alemã, Birth Control, "Hoodoo Man". O disco, além de ótimo, era muito raro. Eu tinha muito carinho por ele, e sempre rejeitei passá-lo para outras pessoas. Jo mostrou interesse nele... Bem, eu tinha vendido um LP nacional da banda Ufo, "No Heavy Petty", para o Jo, por um preço justo, 70 reais. Mas me arrependi... Então, propus a ele que me desse o cd similar do Birth Control + o Ufo, que poderia ser tanto em vinil, como em cd. Ele aceitou a proposta, mas falou que tinha que esperar concluir um negócio com o seu amigo, W, que lhe daria o cd do Ufo. E, segundo ele, o negócio gorou... Mas, o  esperto e inconsequente Jo, já estava com o cd do Birth Control em mãos, o qual ele havia encomendado. Ora, ele só deveria  ter encomendado, se tivesse concluído o negócio com o W...  Para não dá-lo prejuízo, fiz a troca com ele, sem entrar o cd do Ufo, mas recebi mais 20 reais e umas cópias de capas de vinis, que passei para ele. As cópias não ficaram boas, e ele ainda ficou me devendo algumas. Como estava demorando, não as quis mais e ele me deu mais 10 reais.

A segunda sacanagem foi ter levado na minha minha casa, o Ju, um sujeito que eu nem conhecia. Foi o tal que roubou 4 discos meus, quando ele e o Jo vieram até minha residência. E olha que eles vieram sem me avisar. Eu havia acabado de almoçar... Não se deve ir na casa de alguém, sem antes avisar.
O Jo me repôs os discos; fato que me surpreendeu. Cheguei mesmo a suspeitar que ele o Ju eram comparsas, mas com a reposição, achei seu ato digno.

Contudo, há pouco tempo, descobri que o Jo estava me passando para trás. Em quase todas as nossas transações, ele ganhou uma grana em minhas costas. Vendi uns quatro vinis nacionais por 50 reais cada, e eles estão sendo vendidos na praça por 150 reais cada... O disco do Birth Control, que passei para ele, está com o preço por volta de 300 reais; o cd similar, é encontrado até por 34 reais, no mercado livre.
Trocamos discos do Led Zeppelin e d o Black Sabbath(uns 4 de cada banda). Os vinis que passei para ele, estão em torno de 30 reais(ou mais) cada, já os cds, que ele passou para mim, encontra-se até por 14 reais a unidade.

Nas compras e ao me voltar grana, em algumas trocas, embolsei do Jo pouco mais de 1.000 reais. Todavia, pelos meus cálculos, nessas transações, que envolveram um pouco mais de 50 discos, o Jo lucrou, no mínimo 1.000 reais comigo.

Meu grande erro, foi que, fiquei 5 anos , depois que comecei a baixar discos em mp3, sem frequentar lojas de discos, ficando por fora dos preços atuais. Até 2007, quando eu ainda comprava discos, os preços dos cds eram mais caros que os dos vinis. Hoje, a coisa inverteu , e como!  Os LPs estão bem mais valorizados. E o velhaco do Jo se aproveitou disso. Fui ingênuo e ignorante, me faltou raciocínio, pois se eu pesquisasse, e a internet é uma ótima ferramenta para isso, os negócios não seriam feitos, ou seriam, mas com um equilíbrio, eu exigiria voltas de discos ou de dinheiro, no valor justo dos meus LPs.

continua...

A Dignidade do Jo

Nos posts, "Roubando" e "Discos", falo sobre o Jo, um conhecido meu, japonês. Falei sobre sua dignidade. Mas, com o tempo, percebi que a dignidade foi coisa que passou longe dele.

Conheci o Jo, no final dos anos 70, ou começo dos 80, numa famosa loja de discos de Belo Horizonte,loja que não existe mais. Nosso contato, se resumia só dentro da loja. E, neste época, ele me vendeu um vinil nacional da banda inglesa , Status Quo, "Pill Driver". Me vendeu por um bom preço, fiquei satisfeito.

Depois de anos, sem nos ver, nos encontramos , por acaso, quando eu caminhava à pé para casa. Isso foi neste século. E fizemos transações com discos. Fiquei satisfeito, embora já tenha percebido que o Jo era um atravessador, que tinha o olho muito grande, chegando a ser até pegajoso, no tocante a negociar discos. E eu já estava de saco cheio de tanto encontrar com ele ocasionalmente, no centro da cidade, em especial nas lojas de discos.

Um dia, quando eu ia passar o final de semana com a minha ex-mulher, que mora no centro, me deparei com o Jo, a um quarteirão do apartamento dela. Ele me falou que conhecia uma loja de discos-não me lembro se aqui em BH ou noutra cidade- que vendia cds bem baratos. Perguntei que loja era, ele respondeu, de cara fechada: "Não vou falar". Não fiquei nada satisfeito com essa resposta.

Depois disso, só voltei a revê-lo, no começo do ano passado, num bar que frequento. Quando cheguei até o bar, ele estava bebendo com um colega; me cumprimentou e convidou para que eu sentasse com eles. O que pensei ao revê-lo, logo de principio, foi: Ih, o Jo por aqui...

Na nossa conversa, revelei que eu estava muito sem grana, e que no ano anterior, vendi pouco mais de 100 discos para um lojista. Jo demonstrou interesse em alguns LPs meus, mas eu não tinha mais intenção de vendê-los. Contudo, ao me oferecer 100 reais num disco nacional, da banda Frumpy, "By The Way", não resisti.  À partir daí, ele me comprou alguns discos e fizemos trocas: ele me dava um cd a troco de um vinil similar meu.

Durante um longo tempo,  fiquei satisfeito e achei que as transações eram justas. E mesmo tendo ciência que o Jo era um negociante/atravessador, eu tinha um bom conceito sobre sua pessoa.
Mas...

continua...