A vida seria um erro, se não existisse a música(Nietzsche). A vida é um erro, mas a música atenua este erro(O Caveira)

Isso, abaixo, seria a vida após a morte?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Minha Avó Materna, As(O) Virgens... Mais Zodíaco...rs

Volto e meia, falo sobre minha avó, aqui. Quem quiser saber mais sobre ela, leia o post, "Causos de Traição(em família)".
Não sei se acreditam em mim,  mas tudo que digo é verdade. Apesar do meu sarcasmo, de usar (bom) humor, o comportamento de minha avó me deixava muito chateado, triste e até revoltado.

Ela foi uma figura constantemente presente em minha vida. Até mesmo meu nome foi escolhido por ela(não é Roderick Verden), o mesmo nome de seu filho mais velho. Ela não saia da casa dos meus pais, ficava até mais em nossa casa, do que na dela. Ela 'explorava', era uma folgada. Chegou até a morar com a gente por uns tempos.

Quando criança, eu a adorava, mas adorava mesmo! Minha mãe tinha até ciúmes. Ela não tinha o corpo bonito, mas tinha o rosto lindo, com um semblante sereno, um sorriso calmo, uma voz bem feminina , e o jeito? Bem, quando minha mãe contou as proezas da minha avó, eu, chocado, perguntei: mas como os homens iam na onda dela?  Resposta da mama: "é o jeitinho dela"rs.

Na adolescência, ao descobrir quem , realmente, ela era, fiquei decepcionado! Foi traumático! Continuei gostando dela, mas não como no passado; gostava com ressalvas,com mágoas.

Minha avó foi má esposa, má mãe(cacofonia!rs), e teve bons companheiros; seus filhos, tirante um, eram bons para ela, e ela ainda reclamava, metia o pau em todo mundo. Venenosa, rancorosa, especialista em jogar praga nos outros.  Tinha fobia com tempestades. Quando trovejava, ela não fazia mais nada, tapava os ouvidos , com medo, e, se estivesse em casa sozinha, saia a procura de alguém para lhe fazer companhia. E dizia: 'se eu não tivesse medo de trovão, eu não daria confiança pra ninguém!"

Quando ela fazia um agrado pra alguém, era com segundas intenções, pra receber coisa mais valiosa em troca. Meu pai comprava muitas frutas. Ela levava pra casa dela, mais até das metades das frutas, e escolhia as melhores. Um dia, revoltado com o tanto de  laranjas que ela pegou, tirei, sem ela ver, lógico, mais da metade. Mal ela acabou de chegar em sua casa, telefonou pra minha mãe, falando que alguém tirou as laranjas. Todo mundo lá em casa sabia que fui eu o autor do 'roubo'(rs), mas ninguém me censurou. Pior que ela ficou desconfiada dos amigos do meu irmão, que haviam passado o final de semana lá em casa(rs). Eu os defendi, falando que tinha certeza que eles nem chegaram perto das laranjas. Pode até ter sido coincidência, mas eu peguei uma diarréia feia... rs

Dos seus cinco filhos, ela criou apenas um. Os dois primeiros viviam numa cidade do interior. São filhos do seu esposo legítimo, que a pegou no flagra com um famoso político brasileiro, e a entregou para os seus pais.
Eles(os filhos) só voltaram a se encontrar com a minha avó, quando vieram em BH. Descobriram que ela não estava morta(o ex-marido dela os criou como se ela estivesse morta).
O terceiro filho foi minha saudosa mãe, que a vovó colocou em um colégio interno, na adolescência, para que assim pudesse voar mais alto, com passeios e, claro, com namorados.
O quarto filho, minha avó saia de casa com frequência e sempre o deixava na casa de uma vizinha, que acabou o criando. Ele adorava essa vizinha, a chamava de 'mãe'. Minha avó metia o pau nela, metia mesmo, falava que ela não prestava e tantas coisas mais... E essa mulher era ótima pessoa.
Minha avó só criou a filha caçula,  a qual ela tinha uma preferência enorme, preterindo os outros quatros.
Minha querida mãe era uma filha humilde , submissa, minha avó fazia o que queria dela. E como ela sofria, coitada! Minha mãe não merecia uma mãe assim. Minha avó foi uma das causas do malogro do casamento da minha mãe.

Seu segundo filho não a visitava. Ele a procurou quando adulto, mas, rapidamente, a isolou.  Alguns anos depois, minha mãe, que era uma pessoa muito amorosa, conciliadora, que adorava família, o procurou e o incentivou a reatar com minha avó. Ele a agradeceu e falou que sua consciência doía... Voltou a ficar numa boa com minha avó, mas por muito pouco tempo. No aniversário da vovó, ele perguntou o que ela queria ganhar; ela: "me dá um som". Ele não só não deu o som, como nunca mais a procurou. Não foi no seu enterro e nem quis a parte que lhe cabia no apartamento da minha avó(a única coisa que ela deixou de herança).

Bom, no post anterior, parece que as virgens(rs) , que me dão a honra de frequentar meu blog, ficaram constrangidas sobre o que eu disse de outras virgens, que conheci no passado.
Reitero que signo nada tem a ver. Minha avó materna era virgem. Minha ex-sogra, que se estiver viva, completará 90 anos, nasceu no dia 17 de setembro, assim como a vovó. São pessoas totalmente diferentes, inclusive minha ex-sogra é uma mulher muito honrada. Brava(rs), franca demais, mas gente boa. Eu a adorava, e ela parecia gostar muito de mim.
Dos 5 filhos que ela teve, apenas dois eram galinhas: o filho número quatro e o primogênito, que é meu xará. Esse só se 'aquietou', depois que minou sua saúde, provavelmente devido aos seus excessos. Bebia e fumava demais!  Boêmio , super boêmio. Com muitas doenças, acabou acometido de pneumonia, morrendo aos 65 anos, 5 meses depois que minha avó morreu. Era o filho que mais se parecia com minha avó, tanto no comportamento, como na aparência(até seus pés eram bem parecidos-rs).
Ah, ia me esquecendo, o filho número quatro é do signo de virgem e o meu tio xará era pisciano.
O filho número dois é aquário, minha mãe sagitariana, a filha caçula é capricórnio.

Minha avó morreu com 85 anos, 86 anos incompletos. Foi uma mulher de sorte, mas mesmo assim reclamava da sorte e de todos...

Obs: Ela se parecia com a velhinha da foto.

2 comentários:

  1. Moral da história: sua avó usou e abusou de todo mundo e parece que se divertiu horrores!

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  2. Ana Pe?! É vc mesmo?!rs. Poxa, não vai postar mais?!

    Ana, vc tocou num ponto interessante... Morei com ela três vezes, duas vezes nos anos 70 e de 05.12.1992 a 05.06.1998(data de sua morte). Neste interim, ela vivia falando: "olho no espelho e não acredito q sou eu"; "a velhice foi o maior castigo q Deus nos deu"; "hoje estou assim, e já tive uma vida tão boa". Para ela , a velhice era um tremendo de um fardo... os homens não mais a queriam... ninguém mais a paparicava.

    No entanto, nesta época, ao me queixar com uma velha amiga dela, o quanto ela reclamava das coisas, dos outros, a amiga disse: "sua avó sempre foi uma pessoa implicante". Falei a mesma coisa com seu genro, ele: "ela sempre reclamou muito".

    Quando sua filha mais nova era casada de pouco, seu genro deu à minha avó uma caixa de bombom de presente de aniversário. Minha avó não falou nada com ele, mas com os outros se queixou muito: "onde já se viu, dar uma caixa de bombom , isso é presente para criança!". Até isso , ela reclamava. Se davam dinheiro pra ela, ela achava a quantia pouca. Ela sempre se achou o centro das atenções e nada a saciava, sempre queria mais, mais e mais!

    E falar em mais, apareça mais, viu?

    Aguardo seus posts, ok?

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