A vida seria um erro, se não existisse a música(Nietzsche). A vida é um erro, mas a música atenua este erro(O Caveira)

Isso, abaixo, seria a vida após a morte?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vamos Falar Sobre Mim


Como de costume, eu havia desligado o computador por volta das 18 horas. Lanchei. Pretendia tomar aquele caprichado banho e escutar músicas, deitado na cama, no escuro. No entanto, a chuva, a tal chuva, acompanhada de discretos, mas perturbadores trovões, me obrigou  a mudar de idéia. Detesto escutar música com o som alto, ao mesmo tempo 'competindo' com o barulho da chuva. E não é mito não, tomar banho, quando está  trovejando , é perigosíssimo! Mas, como não chegou a  ser bem uma tempestade, e tenho um protetor, resolvi ligar o computador e criar mais este post, que era para ser posto amanhã.
Inclusive, já faz um tempinho que penso em postar sobre tal tema.

Gosto muito do conjunto Alan Parsons Project, que, para mim, é uma mistura de Beatles com Pink Floyd.
Nos anos 80, eles gravaram "Let's Talk About Me", uma bonita e imponente música. Traduzi a letra, na ocasião, e gostei. Gostei mais ainda do clip, exibido a exaustão na TV. Bem realista o vídeo: um homem só fica diante da televisão, assistindo a futebol(se não me falha a memória, futebol americano). Sua mulher não se conforma, faz de tudo para que ele lhe dê atenção, até mesmo vestindo roupas mais sedutoras,fazendo striptease, mas nada, o homem continua obcecado com a tv e seu jogo. Ela o abandona. Ele nem percebe.
A mulher acaba se tornando uma celebridade televisiva, e parece estar feliz. O homem a vê, recebendo homenagens. Ele se assusta, aparentando ter dúvidas em se tratar de sua esposa mesmo. Chega até a olhar um retrato dela, ao lado, que confirma ser ela mesma.  Ele fica desolado... Ela, feliz...

Moral da história: depois que perdeu, passou a dar valor. Isso é comum entre os maridos. Mas será que as mulheres nunca têm culpa, ainda mais nos tempos atuais? Se o sexo masculino é tão cruel, por que algumas mulheres ainda insistem no amor?  Não estamos em pé de igualdade entre os sexos?
Conflitos, divergências, brigas sem fim, e só um culpado, o homem.

Bem, não quero mais falar sobre nada, nem mesmo sobre mim. Novamente, parafraseando a ex-senhora Richard Wright, Juliette, 'eu não quero mais falar sobre isso  esta noite'.

E... boa noite para todos!


Let`s Talk About Me(Erick Wolfson/Alan Parsons)

Let's talk about me for a minute
Well how do you think
I feel about what's been going on
Let's talk about me for a minute
Well how do you think
I feel about what's gone wrong

Let's talk about dreams
I never learned to read the signs
Let's think about what it all means
I never seem to have the time

Let's talk about you and your problems
All that I seem to do is spend the night
Just talking 'bout you and your problems
No matter what I say I can't get it right

Don't think about dreams
Is it all a waste of time
Don't think about what it all means
If you are a friend of mine

Talk about me, for a minute
I'm the one who's losing
Talk about me, for a minute
I'm the one who's always losing out

And how do you think
I feel about what's been going on
Let's talk about me for a minute
Well how do you think
I feel about what's gone wrong

Let's think about dreams
We never seem to have the time
Let's think about what it all means
If you are a friend of mine

Let's talk about me
I'm the one who's losing out
I'm the one who's losing out
I'm the one who's losing out, losing out

Talk about me, for a minute
I'm the one who's losing
Talk about me, for a minute
I'm the one who's always losing out




5 comentários:

  1. Acho que foi em Conto de Fadas do século 21 que Veríssimo fala sobre uma linda moça que pergunta a um rapaz se ele quer casar com ela e ele diz que não.
    Bem, no final, ela ficou feliz, rica e independente e ele careca e sozinho e infeliz.
    Quando há o fim da relação, ela culpa a ele e ele a ela, fazendo acusações que, se fossem discutidas antes, poderia evitar o fim!

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  2. Sorria, seu sarcasmo e sua falta de respeito para comigo atingem o objetivo.
    Complementei o post. Não sei se se lembra, mas eu também tenho e-mail. Se um dia quiser me dizer algo, mande e-mail , não comentário. Grata.

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  3. Oi Katia, não conheço tal conto de fadas, deve ser interessante.

    Obrigado pelo comentário.

    Gostou do vídeo? rs

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  4. Tenho dois DVD´s deles: Alan Parsons Project. Não ouço sempre. Mas quando recebo amigos, costumamos ouvi-los.
    Putz, que tema polêmico, Roderick.
    Tenho minhas críticas a ambos: homens/mulheres.
    Ao longo da história tem sido construida imagens ou referênciais de modelos ideias para ambos. Esses modelos são falhos. Claro. Além do mais, temos como entrave, as expectativas humanas.
    Discutir sobre igualdade de direitos e afins é mais complexo ainda.
    Para não render muito, fecho com a certeza de que eu não queimei ou rasguei peças íntimas. Gosto da independência, mas gosto de ser cuidada.
    Então, pra mim. A culpa é de ambos.
    Bjin,
    K.

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  5. Seus comentários são sempre interessantes, Keila.rs
    Ontem, eu tive mais um de meus surtos, ao criar este post(rs). A meu ver, houve uma época q os homens eram mais crueis, mas hoje as mulheres quase se igualam ao sexo masculino. Claro q reprovo comportamento como o do homem do vídeo. Aliás, o vídeo é bem engraçado, não? O q vc achou? A esposa é tão sem sorte , q nem o ladrão a quis(rs). Será q o larápio era gay? rs

    Grato pelo comentário, Keila.

    Beijos

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